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Quem éramos
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*Letícia e Elias*, 29 e 31 anos
Juntos desde 26/07/2000
Casados desde 13/07/2002
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Link-me
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Pegue nosso selinho

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Terça-feira, Agosto 12, 2008
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Fabrício começou na creche terça passada, sexta ficou bem enjoadinho, deixei na avó e hoje, uma semana depois, ele está totalmente adaptado! Bem que ameaçou chorar na despedida, mas não precisou ninguém ficar lá esperando (é quase uma exigência da creche que fique alguém neste período, até percebermos que a criança não exige mais a nossa presença). Só no primeiro dia eu fiquei com ele no módulo, depois eram só alguns momentos de crise. E hoje a vó foi por garantia, mas 1h depois ela já estava em casa. E claro, o Thierry tem ido muuuito mais feliz pra escola! A estrutura da creche é assim: 11 grupos divididos em 3 módulos (por faixa etária), sendo que o dos bebês é o do meio, então, é claro, os dois acabam tendo contato quando estão em horário de ficar no pátio. O Fá descobriu logo de cara onde o irmão ficava, se comunicavam pela cerca existente ali (que, quando o Thi era bebê era alta, mas agora foi rebaixada, já que os grandes subiam em pneus para espiar os pequenos), ele foi a atração naquele dia, era "o irmão do Thierry"! Então, toda vez que via uma cerca, mesmo em outros lugares, o Fá gritava "Thiiii!!!". Uma fofura ver como ele gosta do irmão (e a recíproca é bem verdadeira!). Estou muito feliz com essa adaptação e essa nova fase, mas o melhor de tudo é ver a alegria que meus filhos ficam um com a presença do outro. É emocionante!
Passou por aqui? Dá um oizinho!
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Quinta-feira, Julho 24, 2008
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Eu sempre fui muito ligada em datas. Minha mãe costuma brincar que eu me lembro do aniversário do papagaio do vizinho. Exagero dela, obviamente, mas é bem verdade que era sempre eu quem a lembrava de ligar pra fulano ou beltrano no aniversário. E eu lembro mesmo, não só os aniversários e datas especiais, mas muitas vezes até coisas que eu gostaria de esquecer. Me lembro do dia em que passei no vestibular, do dia em que me mudei para São Paulo, do que fui ao meu primeiro show dos Engenheiros do Hawaii, a banda que mais amo no mundo, do que fiz meu pai se abalar de Pira a São Paulo comigo para ver um jogo da seleção de vôlei, de quem eu era tiete, da minha formatura, do dia que perdi a virgindade e até do dia em que o Brasil foi Tetracampeão mundial de futebol, coincidentemente o mesmo dia do primeiro beijo, do aniversário do meu irmão mais velho e que o meu pai veio a falecer 3 anos depois. Sei até o dia em que colei grau na secretaria da faculdade e o dia que engravidei do Fabrício. É óbvio que não fico pensando em todas essas datas ao longo do ano, mas se alguém me perguntar eu sei dizer. Algumas eu queria esquecer um pouco, aniversário de morte do meu pai é o dia mais triste todos os anos, mas esse eu não consigo mesmo que eu queira.
Depois da minha primeira gravidez eu comecei a esquecer algumas, já ouvi dizer que é assim mesmo e o Orkut tem sido um bom aliado pra que eu não me esqueça de cumprimentar pessoas queridas, mas mesmo assim eu me lembro sempre de fatos e datas especiais e importantes na minha vida. Por isso mesmo, ou invertendo-se a ordem dos fatores, aniversários são tão importantes pra mim. Nem sempre rola um ritual especial, uma festa ou algo assim, muito menos nos meus, porque adoro fazer aniversário, mas detesto "auto-festa", mas é sempre um dia que considero especial e que me emociona. Aniversário dos meninos é inevitável, eu penso várias vezes durante o dia "a essa hora eu tava entrando no hospital...", ou "a essa hora ele estava nascendo...", ou "tava fazendo isso ou aquilo", às vezes até choro. É meio tosco, mas com certeza quem é mãe já sentiu isso pelo menos uma vez. Domingo retrasado, dia 13/07, eu e o Ne completamos 6 anos de casamento (oficial, com papel passado, véu e vestido de noiva, porque praticamente estávamos casados durante o namoro e noivado) e eu fiz um bolinho. Sábado que vem, dia 26/07, completaremos 8 anos juntos e provavelmente não vai dar pra fazer nada, por causa da correria que nós estamos (e peço a Deus que ela seja ainda maior), mas com certeza vai ser um dia muito especial ao lado das pessoas que tanto amo: meu marido lindo, fofo e maravilhoso, que me agüenta há tanto tempo e só Deus sabe como, e os dois filhos lindos que ele me deu, a prova maior que esse nosso amor é puro, verdadeiro e pra vida toda. E a gente merece mesmo comemorar, afinal, 8 anos me aturando não é pra qualquer um!!! Uma pena que no final do mês que vem, após meu aniversário e do Thi, a temporada anual de aniversários da casa termina... Aí é só esperar o aniversário do amorzinho da Dinda, o Henry, que é melhor ainda, porque a data é tão especial quanto os aniversário daqui de casa, mas não sou eu quem assina o cheque! Rá!
Passou por aqui? Dá um oizinho!
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Segunda-feira, Julho 21, 2008
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Eu tava doida pra assistir um programa q tava anunciando no Discovery Home & Health, chamado "Jon & Kate + 8". No sábado eu consegui assistir. É sobre um casal que fez tratamento pra engravidar, teve gêmeas (com 6 anos) e resolveu tentar "só mais um filho". Resultado: tiveram SEXTUPLOS, que têm agora 2 anos. Meu Deus, que loucura aquele casal atrás de 8 crianças! Eu deixo meus 2 na sala e vou pra cosinha, numa casa do tamanho de um Kinder Ovo, o Thi até fica quietinho vendo TV, mas quase fico louca com aquela coisinha nanica subindo escada, mexendo nas coisas, desligando a TV, querendo entrar no lavabo, abrindo a gaveta de talheres na cozinha... Imagina SEIS daquele!!! E agora toda vez que vou reclamar de alguma bagunça deles, o marido faz quentão de me lembrar da pobre da Kate... Pelo menos eu tenho um ponto a comemorar: não tenho mais a possibilidade de querer "só mais um filho", hehehehe.
Passou por aqui? Dá um oizinho!
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Terça-feira, Julho 08, 2008
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Mocinho...
Desde que o Fabrício nasceu o Thierry está mais dengoso e "carente" do que já era. Mesmo sabendo fazer muitas coisas sozinho, como tomar banho, se enxugar, se trocar e escovar os dentes, ele sempre pede pra fazermos por ele. Muitas vezes eu até faço, por falta de tempo ou de paciência pra agüentar a manha, mas quando não me faltam esses dois itens, eu nego e ele faz numa boa. Com corpo mole, mas faz. O problema estava sendo a hora de dormir. Aqui, um parêntese. Desde o problema relatado no post passado, eu estabeleci uma regra em casa (sim, porque não tinha nenhuma que eu levasse à risca): o horário de ir pra cama, pelo menos durante a semana, é rigorosamente 22h e para os dois. Antes ele via desenho até esse horário, desligava a TV e subia sem reclamar, mas ficava "me enrolando" e tinha vez de ir pra cama mais de 23h, então quem quase morria de sono no dia seguinte era eu. Apesar de reclamar um pouco, deu tudo certo desde o primeiro dia, mas ele queria que eu ficasse fazendo carinho até ele dormir. Mas se o Thierry já fala pelos cotovelos até sozinho, imaginem com alguém dando trela por perto... E então eu decidi que ficava no quarto até eles dormirem, mas lá na porta onde nenhum dos dois me via. E "ai de mim" se saísse! Ele ia buscar! Geralmente eu o enganava, dizia que ia fazer xixi, escovar os dentes, tomar água, qualquer coisa, e demorava. Quando voltava, eles estavam dormindo. Fecha parêntese. Pois bem, na sexta ele conversou, rezou, pediu água, carinho, um bichinho pra abraçar, enrolou, enrolou, enrolou... e eu, podre de cansada, perguntei se eu não podia ir pra minha cama. Pra minha surpresa ele aceitou! Fiz a maior festa, disse que se ele dormisse mesmo sozinho, sem ir me chamar, ele ganharia um "presente de menino grande", porque quem dorme sozinho é menino grande! Ele ficou todo feliz e eu também, mas fui pra minha cama esperando ele pedir "arrego". Só acordamos no dia seguinte! Mas aí, o dilema: o que seria um "presente de menino grande"?????? Pensamos em várias coisas, mas nada ele iria se empolgar... Até que lembrei de uma coisa que ele me pede há muito tempo, mas que, seguindo as instruções da embalagem, eu só poderia dar com 6 anos - e ele vivia perguntando se ia demorar pra fazer 6 anos... Decidimos comprar, o cercamos de recomendações e ele ficou radiante, os olhinhos brilharam quando eu disse que aquele era o prêmio: um enxaguante bucal. Agora ele até faz questão de escovar os dentes!
Criança é um bicho bobo mesmo...
Passou por aqui? Dá um oizinho!
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Sexta-feira, Julho 04, 2008
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Ontem fiquei pensando sobre o que escrever aqui depois de tanto tempo sem postar... Resolvi falar sobre coisas que aconteceram nesse tempo, e me lembrei de uma situação que me fez ficar mais atenta às reais necessidades dos meus filhos e não apenas achar que estou sendo uma super-mãe por fazer as vontades deles...
O Thierry é uma criança que, dentro das nossas possibilidades, tem tudo o que quer e faz muito do que quer, claro que sempre muito bem pesado se pode, se deve... Eu sempre soube dizer não, embora muitas vezes ele tenha me levado "na lábia", já que é uma criança de opinião e sempre se cerca de ótimos argumentos. Quando ele acha que está certo é até difícil convencê-lo do contrário, e muitas vezes temos que ser muito firmes. E isso é o mesmo que as professoras relatam. Acontece que desde que eu voltei de licença-maternidade comecei a ter pena dele, não só pela presença do irmão (já que ele, até 3 anos e 3 meses, era a única criança das duas famílias, quando chegou o Henry de um lado e depois a Noemi de outro, e 6 meses depois ainda ganhou um irmão, um bebê "chato e sem-graça", que todos diziam que viria pra brincar com ele, mas que só mamava, dormia, fazia cocô e ainda tomava o tempo dos pais dele), mas tinha pena principalmente porque o irmão ficava com a avó "dele", a mesma avó que ele ADORA, que cuida dele quando não tem aula, que o deixa dormir lá quando quer, que faz todas as suas vontades. Enquanto isso ele ficava "abandonado" na escola, aquele lugar frio e sombrio, coitadinho, sozinho, sem ninguém, sem amor... obviamente não é nada disso, mas é isso que eu imaginava que ele estava sentindo. E então, logo depois das férias de janeiro, ele começou a querer dormir na casa da avó. Eu deixava, afinal, que problema poderia haver nisso??? Ele adora ficar lá, a vó faz as vontades e não briga... E era todo dia, quando chegava da escola chorava se eu dizia que tinha que ir pra casa, só ia aos finais de semana e às vezes nem isso!!! Eu pensava: "coitadinho, a vó fica com o irmão, ele quer também!" e até achava bom, pois estava às voltas com os preparativos da festa do Fabrício, fazendo tudo sozinha. Pouco tempo depois, toda vez que ia pra casa, ficava agressivo, respondão, teimoso, birrento e dono da razão, justo o Thierry que sempre foi um menino tranqüilo, bonzinho, às vezes até meio bobão. "Deve ser a idade e também ciúmes da festa do irmão, mas tá chegando, logo vai passar", eu pensava. Na escola brigava com os amigos e ia pra cima, respondia às professoras, gritava com elas... Chegou a bater em uma delas! Até o dia que minha sogra veio me contar que ele tinha tido um ataque histérico no dia anterior, por um motivo bobo começou a bater nela (que tem 71 anos!!!) e na tia, andava de um lado pro outro transtornado, elas diziam que nunca tinham visto aquilo! Ficamos muito chateados e tristes com ele, como castigo decidimos que ele não iria dormir na casa da vó naquele dia. Ele gritou, berrou, esperneou, vizinhos saíram na rua, mas ele foi pra casa "à força". No dia seguinte a mesma coisa e no outro, no outro... E ele estava melhorando! Para nossa surpresa, aquilo que tinha sido apenas um "castigo" virou nossa solução, o menino estava muito mais calmo, menos agressivo, menos birrento... Há quase 2 meses não tenho uma reclamação sequer do comportamento dele na escola, pelo contrário, só elogios de que ele melhorou muito e que aquela fase realmente passou. Está muito mais fácil convencê-lo de algumas coisas! Agora nem falar em dormir na vó ele quer! Viajar com eles esse final de semana e dormir fora de casa? Nem pensar! E eu estou me sentindo muito bem. No final das contas, isso afetou o meu comportamento também, já que eu estou conversando mais e brigando menos, porque ele atende muito mais rapidamente. Uns tapinhas, então, que eu sempre achei necessários em certos casos, nem sei mais qual foi a última vez que dei. Antes, se ele dizia que 2+2=5, teimava até o fim que era, e eu entrava na dele, tentava ensinar. Aprendi a dizer "está bem, se vc acha que é 5, então é", então ele pára de insistir e diz, torcendo o nariz: "tá bom, mãe... quanto é?" E agora eu sei que quando dizem que não podemos fazer todas as vontades deles não é só porque isso tem efeito a longo prazo. O resultado pode vir muito mais rápido do que imaginamos...
Passou por aqui? Dá um oizinho!
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